SEGUROS: COMO REDUZIR OS CUSTOS DESSE SERVIÇO COM ALGUMAS MEDIDAS SIMPLES

26/08/2014

O alto custo dos seguros contra roubos de cargas ainda é um item que onera as empresas. Entretanto, algumas medidas podem ajudar o transportador a conseguir taxas melhores e baratear a contratação desse serviço, que é fundamental para quem trabalha nesse setor

O grande número de roubos de cargas no sistema de transporte rodoviário brasileiro, provocado pela insegurança nas estradas, tem sido um dos grandes problemas enfrentados pelas transportadoras, afetando as empresas, que precisam se proteger contra esse tipo de crime para não colocarem em risco sua saúde financeira.

Em São Paulo, uma das principais rotas do transporte rodoviário de cargas, foram registrados quase oito mil casos de roubos de cargas no ano passado, o maior patamar desde 2006.

Diante dessa realidade, os embarcadores e transportadores precisam adotar medidas para prevenção e fazer uma revisão mais cuidadosa dos métodos de gestão de riscos, o que passa pela contratação do seguro contra roubo.

Atualmente, na área de transporte rodoviário trabalha-se, basicamente, com dois tipos de seguros: o RCTR-C (Seguro de Responsabilidade Civil para Transporte de Cargas, obrigatório para transportadores), que oferece proteção contra prejuízos causados nas mercadorias entregues para transporte, em caso de acidente rodoviário envolvendo o veículo transportador decorrente de colisão, capotagem, abalroamento, tombamento, incêndio ou explosão no veículo; e o RCF-DC (Seguro de Responsabilidade Civil Facultativo – Desvio de Carga), que cobre roubos e furtos de cargas. Apesar de ser facultativo, o mercado dificilmente abre mão de sua contratação devido ao alto índice de roubos de cargas no Brasil. 

Em geral, tanto as transportadoras quanto os embarcadores costumam contratar esse seguro para se proteger. O contrato do seguro de cargas é estabelecido por operação, ou seja, o prêmio varia conforme tipo de carga, que precisa ser sempre averbada à seguradora, distância percorrida, local e destino da carga etc. “Como no setor de transporte rodoviário brasileiro não existe uma cultura de gerenciamento de riscos, as seguradoras colocam uma série de exigências em apólice, que precisam ser rigorosamente cumpridas pelo contratante para que ele tenha cobertura e seja indenizado em um sinistro. Caso algum item não seja cumprido, ele pode ficar sem a indenização e terá de arcar com um grande prejuízo. Portanto, não adianta contratar o seguro, se não forem cumpridas as cláusulas exigidas na apólice”, explica Eliel Fernandes, diretor de Relacionamento com o Mercado Segurador da Gristec – Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento e vice-presidente da Buonny Projetos e Serviços.

Segundo ele, geralmente, o transportador adota medidas para minimizar riscos de roubos por imposição do contrato de seguro. Entre as exigências da seguradora estão o cadastro do motorista, a fim de adequar o perfil de cada profissional ao grau de risco da mercadoria a ser transportada, além da utilização de rastreadores nos veículos, iscas eletrônicas e, dependendo do valor da carga, escolta armada e comboio.

Seguro é caro

O fato é que com a alta sinistralidade do seguro contra roubos de cargas no País contratar esse serviço fica caro para os transportadores e embarcadores. E mais: dependendo do tipo de carga e histórico de ocorrências de sinistros das empresas é quase impossível contratar um seguro. 

“Se a empresa tiver um registro alto de sinistros, a seguradora pode não aceitar fazer o seguro, ou ainda colocar inúmeras exigências e cobrar taxas altíssimas dessas empresas”, explica Eliel.

Segundo ele, hoje, um dos grandes desafios das transportadoras é reduzir o custo do seguro, o que, de acordo com Eliel, é possível adotando-se algumas medidas, como um plano de gerenciamento de riscos, que, ao contrário de despesa, é um investimento para o transportador. “As seguradoras colocam várias exigências para prevenção de roubos. Acontece que se o transportador tiver uma cultura de gestão de riscos, ele já é melhor avaliado pela seguradora. Além disso, pode questionar a seguradora quanto à adoção de alguns procedimentos. Por exemplo, se o transportador exige que seus motoristas façam paradas somente em postos com segurança e circuitos de tevê, ele pode dizer para a seguradora que não há necessidade de instalação de isca eletrônica na carga, por exemplo, já que adota outras medidas que minimizam riscos de roubos. E assim por diante. Se ele tem os riscos gerenciados e uma operação segura, esse transportador terá um custo menor de seguro, ou seja, ele consegue negociar com a seguradora taxas menores. Agora, se ele não tem esse costume, é obrigado a aceitar todas as exigências impostas, pagando altas taxas”, explica.

Na visão de Eliel, o transportador precisa conhecer bem o gerenciamento de riscos, que é também um aliado de seu negócio. 

“As gerenciadoras fazem a análise e o diagnóstico da operação do transportador, de modo que ele não fique à mercê de um contrato de seguro”, complementa Eliel.

Outra medida que é vista com bons olhos pelas seguradoras e pode ajudar a baratear o custo do seguro é a instalação de rastreadores nos veículos. Para se ter ideia, na última década, o segmento de rastreamento se tornou um dos mais competitivos do País. O sistema é um grande aliado das transportadoras contra o roubo de carga, bem como é um dos itens avaliados pelas empresas de seguro na hora de reduzir o valor das apólices. 

Outra dica do diretor da Gristec é contratar corretores de seguro especializados no setor de transporte rodoviário de cargas. “Quando o  corretor possui um grande volume de clientes na área do TRC, além de maior conhecimento das necessidades dessas empresas, ele tem maior poder de negociação para conseguir taxas melhores para seus clientes junto às seguradoras”, completa.

Maior conscientização

No caso de seguro contra acidentes, também existem possibilidades de majoração de taxas por excesso de acidentes. Nesse aspecto, Eliel recomenda que as empresas invistam em treinamentos de direção preventiva para os motoristas e também cuidem da saúde de seus profissionais. “Se um motorista sofre de pressão alta ou de diabetes, por exemplo, ele pode ter um mal súbito e provocar um acidente. E isso pode ser algo até frequente, se esses problemas de saúde não forem monitorados. Muitas vezes, as empresas até oferecem treinamentos técnicos, mas são negligentes quanto à saúde do motorista”, revela o diretor da Gristec.

Na verdade, para reduzir os custos do seguro, transportadoras e embarcadores precisam ter mais segurança nas estradas. Mas enquanto o Governo não equaciona essa questão, as empresas podem melhorar seus sistemas de gerenciamento de riscos e prevenção ao roubo, bem como buscar maior conhecimento sobre administração de seguros, conscientizando-se de que a gestão de riscos é um investimento que, no médio e longo prazos, garantirá melhores resultados em suas operações. “As empresas que querem ter longevidade no mercado precisam se conscientizar da importância de minimizar os riscos de sua operação, barateando assim seus seguros e obtendo melhor performance operacional”, finaliza Eliel.

 

Criado em Segunda, 25 Agosto 2014 15:27
Escrito por Madalena Almeida
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